sábado, 27 de outubro de 2012

Concepção que o Homem tem de si mesmo em relação ao mundo







Todo o inicio é um dilema,a interna procura, sem jeito, de encontrar um pouco de nada que faça de nós especiais. Queremos pregar em nós a concepção errada de que ultrapassamos a linha do plebeu, e que somos capacitados para primar com competências únicas neste mundo.
     Vivemos na ilusão de que dentro de nós há sempre algo mais especial do que a nossa transparência permite visualizar, e uma idoneidade moral que nos permite destacar.
      
     Aos meus olhos, concedo ao homem uma basta intelectualidade, vejo em cada ser a capacidade psíquica para facultar a mais célebre epopeia, a mais cavernosa dissertação,a mais colossal poesia. Vejo em cada um de nós a capacidade inerente de fazer história, a natural capacidade de dar vida,de vive-la, e de preservar o que dela resta. Temos em nós toda a força do mundo, já diziam vários poetas, falta-nos é a capacidade de as fazer emergir.
     O que distingue o génio do maluco,o bem sucedido do mal sucedido, o rico do pobre,o válido do inválido, é a capacidade que este tem de precipitar as ideias que ao longo dos anos saturou. É a capacidade inerente a cada um de nós, de intelectualizar e racionalizar as emoções e saber transmiti-las.
     
     Hoje a minha tarefa é essa, tentar extrair de mim o pequeno sábio que ambiciono ter (como qualquer cidadão!), extrair o pequeno génio intelectual que ambiciono ser. Contudo resigno-me a mim mesmo. Sou apenas um modesto estudante universitário que procura um espaço para si mesmo, onde possa dissertar, exprimir-se e despir-se de todos os preconceitos. Como tal, e deixando a primeira pegada, penso que não haverá melhor tema que o forte dilema do primeiro passo seguindo de uma análise lacónica da concepção que cada um de nós tem acerca daquilo que representamos para o Mundo.